Como todos sabem este foi o dia mais punk, nao tirei muitas fotos. Apenas atè o momento em que o tempo permitiu. Cusco-Nasca è o trecho mais foda da viagem, acreditem, eststrada trava, lugares pra se rodar a 40 por hora no modo jàspion. Imaginem 650km assim. Neste dia eu fiquei numa tensao táo grande que náo lembrei nem de tomar água. Tudo o que ingeri depois do café da manha foram uns goles de água no início do trajeto e umas folhas de coca. Acontece que em me desidratei neste dia e até hojo estou sentindo os efeitos.
Vao as fotos aì. Dpois eu coloco ela dentro dos posts corretamente e em ordem.
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Dia 16 - nazca a arequipa - 560km.
Primeiro de tudo queria dizer pro povo que estou lendo todos comentários. As fotos eu consegui por em dia agora a pouco, mas o site não está fazendo up direito. Os 2 ultimos dias pra mim foram bem cansativos, dois trechos grandes e tensos pra se rodar.
vamos lá
Ontem quando cheguei no hotel me informei e disseram que tinham pacotes pro vôo sobre as linhas. Blz, pedi pra reservarem pra mim no primeiro horário, pra que eu pudesse ir e ainda sair a tempo de chegar cedo em Arequipa. Lá pelas 9 da noite a tia vem me avisar que não deu, mas que faria hoje cedo as 7 horas, pra eu voar no máximo as 9. Chega 7 horas e nada, fica de confirmar 8:15. Chega 8:15 e nada, fica de confirmar as 9. E eu no quarto passando calor naquela merda que tava sem energia. Deu nove e não tinha resposta, peguei minhas coisas e me mandei.
A saída de nazca passa pela frente do aeroporto, resolvi parar para perguntar, entrei no aeroporto, num calor dos infernos, todo paramentado de motoqueiro e me disseram que os vôos estavam voltando a acontecer hoje. Explico: a cerca de um mês caiu um aviãozinho destes aqui e morreram uns turistas. As empresas fizeram tipo uma greve e apenas uma e outra estavam voando. O governo local estabeleceu uma norma que agora os voos tem que ter 2 pilotos, até então era só um. Acontece que com isso o preço dos vôos passou de 50 para 80 doletas. Bom, mas tô em nazca, não sei quando vou ou se vou voltar, resolvi pagar. Tranquei minhas coisas na moto e deixei a mala de tanque cadeada na agencia, Decidi voar com a calça de cordura e as botas. Blz, no vôo vão 2 americanos, 2 espanhóis e eu, além dos 2 pilotos.
na hora de partir o motor falhou duas vezes e o espanhol que tava no meu lado já tava olhando pros lados e pedindo pro piloto não tentar mais que ele queria descer, quando ele falou isso o motor pegou e o piloto saiu em disparada....hahauahauahauahauah
Vocês precisavam ver a cara do cara fazendo o sinal da cruz, e eu rindo. Quando o avião então na cabeceira da pista o cara tava segurando uma medalinha de um santo. hahahahah Hilário, o piloto meteu o pau no avião e aquela tranqueira saiu do chão, só que hoje no deserto tava ventando muito, então quando o cara saía de cima de uma parte plana e sobrevoava algum morro, o vento dava uns chacoalhões no avião, deste moto, na primeira curva pra ir em direção às marcas, com o avião de lado ele deu uma estolatinha e o espanhol agarrou no meu braço a bichona!! o cara só olhava pra frente. hahahaha Pagou 80 dóllares e não viu marca alguma.
Para a gente ver as figuras o cara vinha e fazia um 8 no ar com o avião totalmente de lado, de modo que os 2 lados pudessem ver. A gente ficava hora de cara pro chão e hora de cara pro céu. Não vou dizer que não gelei umas horas mas comparado com o espanhol eu tava um monge budista. Depois de uns 10 minutos o cara tava suando que nem um porco do meu lado, branco como cal e não respirava, me cutucou e aopontou pro guia das figura que tinhamos recebido pergunanto em qual estávamos, eu apontei a quinta, eram umas 12, o cara se desesperou, ficava chacoalhando as mãos no ar e e a cada estoladinha se agarrava no banco do americano. Nas últimas figuras o cara fez uma piruetas mais nervosas e não teve jeito, o espanhol botou o desayuno pra fora, nos meus pés. Grande decisão a minha de ir de botas, se tivesse de havaianas tinhas jogado o cara do avião. Eu mesmo peguei um saquinho e dei pro cara falando, use isso!!!!!! mas o cara não conseguia nem segurar o saquinho. uahuhauhauhauhauh
O avião desceu e o cara tinha deixado as marcas das mãos nos plasticos do avião. Todos saíram e ficaram ali uns minutos falando com os pilotos e o cara saiu em disparada com cara de múmia e foi pro estacionamento, eu falei pro espanhol, seu amigo não está muito bem(ahahaha na real ela já tinha morrido e rescussitado), o cara respondeu, é ele não gosta de voar. hehehe Imagino se tivesse medo então. ahahahahaha
Enfim, 12 horas saí de nazca, tarde. Os primeiros 80 km são um retão só, e eu faceiro que a viagem estava rendendo. Mas o vento lateral estava matando. Andei o tempo todo de lado. A estrada começa a descer em direção ao mar e o vento aumentando. Muita areia voando em cima da pista, e eu tocando o terror a temerosos 110km/h. Aos 120 km parei pra abastecer em yauca, saindo dali a pista vai pro lado pra praia, a uns 500m do mar, e é no meio de umas dunas. ali foi feio. Foram uns 20 a 25 km com vento fortíssimo. Muitos montes de areia em cima da pista, em vários pontos tinha menos de meia pista, e em 2 pontos tinham máquinas retirando areia pra deixar os carros passarem. A nuvem de areia tinha uns 2 metros de altura em uns trechos de modo que me tapava, entrou muita areia no capacete e nos olhos, mas ficar parado ali esperando o ventinho passar não dava. finalmente saí dali. Daí pra frente a estrada vai até 160km do fim da viagem costeando o mar em 90% do tempo. O vento estava forte, mas pelo menos não tinha areia. Quando comecei a subir a serra pra Arequipa escureceu faltando uns 80km. Foi tranquilo, vim no meio de uns carros pra aproveitar a iluminação nos pontos em que a sinalização estava mais falha. Aqui vai a dica, se quiser seguir alguem siga um carro pequeno e de preferencia sem filme nos vidros, pra que vc possa ver o que está lá na frente.
Daí pra arequipa são alguns retoes e uma serrinha de 20km no final. Os peruanos são loucos no transito, vi cada barbaridade que é de ficar de cara.
Arequipa é até agora a cidade peruana mais bonita que vi. Amanha saio cedo do hotel e tiro umas fotos de dia. Por agora só tenho estas da praça de armas, tiradas com celular.
Abraço
vamos lá
Ontem quando cheguei no hotel me informei e disseram que tinham pacotes pro vôo sobre as linhas. Blz, pedi pra reservarem pra mim no primeiro horário, pra que eu pudesse ir e ainda sair a tempo de chegar cedo em Arequipa. Lá pelas 9 da noite a tia vem me avisar que não deu, mas que faria hoje cedo as 7 horas, pra eu voar no máximo as 9. Chega 7 horas e nada, fica de confirmar 8:15. Chega 8:15 e nada, fica de confirmar as 9. E eu no quarto passando calor naquela merda que tava sem energia. Deu nove e não tinha resposta, peguei minhas coisas e me mandei.
A saída de nazca passa pela frente do aeroporto, resolvi parar para perguntar, entrei no aeroporto, num calor dos infernos, todo paramentado de motoqueiro e me disseram que os vôos estavam voltando a acontecer hoje. Explico: a cerca de um mês caiu um aviãozinho destes aqui e morreram uns turistas. As empresas fizeram tipo uma greve e apenas uma e outra estavam voando. O governo local estabeleceu uma norma que agora os voos tem que ter 2 pilotos, até então era só um. Acontece que com isso o preço dos vôos passou de 50 para 80 doletas. Bom, mas tô em nazca, não sei quando vou ou se vou voltar, resolvi pagar. Tranquei minhas coisas na moto e deixei a mala de tanque cadeada na agencia, Decidi voar com a calça de cordura e as botas. Blz, no vôo vão 2 americanos, 2 espanhóis e eu, além dos 2 pilotos.
na hora de partir o motor falhou duas vezes e o espanhol que tava no meu lado já tava olhando pros lados e pedindo pro piloto não tentar mais que ele queria descer, quando ele falou isso o motor pegou e o piloto saiu em disparada....hahauahauahauahauah
Vocês precisavam ver a cara do cara fazendo o sinal da cruz, e eu rindo. Quando o avião então na cabeceira da pista o cara tava segurando uma medalinha de um santo. hahahahah Hilário, o piloto meteu o pau no avião e aquela tranqueira saiu do chão, só que hoje no deserto tava ventando muito, então quando o cara saía de cima de uma parte plana e sobrevoava algum morro, o vento dava uns chacoalhões no avião, deste moto, na primeira curva pra ir em direção às marcas, com o avião de lado ele deu uma estolatinha e o espanhol agarrou no meu braço a bichona!! o cara só olhava pra frente. hahahaha Pagou 80 dóllares e não viu marca alguma.
Para a gente ver as figuras o cara vinha e fazia um 8 no ar com o avião totalmente de lado, de modo que os 2 lados pudessem ver. A gente ficava hora de cara pro chão e hora de cara pro céu. Não vou dizer que não gelei umas horas mas comparado com o espanhol eu tava um monge budista. Depois de uns 10 minutos o cara tava suando que nem um porco do meu lado, branco como cal e não respirava, me cutucou e aopontou pro guia das figura que tinhamos recebido pergunanto em qual estávamos, eu apontei a quinta, eram umas 12, o cara se desesperou, ficava chacoalhando as mãos no ar e e a cada estoladinha se agarrava no banco do americano. Nas últimas figuras o cara fez uma piruetas mais nervosas e não teve jeito, o espanhol botou o desayuno pra fora, nos meus pés. Grande decisão a minha de ir de botas, se tivesse de havaianas tinhas jogado o cara do avião. Eu mesmo peguei um saquinho e dei pro cara falando, use isso!!!!!! mas o cara não conseguia nem segurar o saquinho. uahuhauhauhauhauh
O avião desceu e o cara tinha deixado as marcas das mãos nos plasticos do avião. Todos saíram e ficaram ali uns minutos falando com os pilotos e o cara saiu em disparada com cara de múmia e foi pro estacionamento, eu falei pro espanhol, seu amigo não está muito bem(ahahaha na real ela já tinha morrido e rescussitado), o cara respondeu, é ele não gosta de voar. hehehe Imagino se tivesse medo então. ahahahahaha
Enfim, 12 horas saí de nazca, tarde. Os primeiros 80 km são um retão só, e eu faceiro que a viagem estava rendendo. Mas o vento lateral estava matando. Andei o tempo todo de lado. A estrada começa a descer em direção ao mar e o vento aumentando. Muita areia voando em cima da pista, e eu tocando o terror a temerosos 110km/h. Aos 120 km parei pra abastecer em yauca, saindo dali a pista vai pro lado pra praia, a uns 500m do mar, e é no meio de umas dunas. ali foi feio. Foram uns 20 a 25 km com vento fortíssimo. Muitos montes de areia em cima da pista, em vários pontos tinha menos de meia pista, e em 2 pontos tinham máquinas retirando areia pra deixar os carros passarem. A nuvem de areia tinha uns 2 metros de altura em uns trechos de modo que me tapava, entrou muita areia no capacete e nos olhos, mas ficar parado ali esperando o ventinho passar não dava. finalmente saí dali. Daí pra frente a estrada vai até 160km do fim da viagem costeando o mar em 90% do tempo. O vento estava forte, mas pelo menos não tinha areia. Quando comecei a subir a serra pra Arequipa escureceu faltando uns 80km. Foi tranquilo, vim no meio de uns carros pra aproveitar a iluminação nos pontos em que a sinalização estava mais falha. Aqui vai a dica, se quiser seguir alguem siga um carro pequeno e de preferencia sem filme nos vidros, pra que vc possa ver o que está lá na frente.
Daí pra arequipa são alguns retoes e uma serrinha de 20km no final. Os peruanos são loucos no transito, vi cada barbaridade que é de ficar de cara.
Arequipa é até agora a cidade peruana mais bonita que vi. Amanha saio cedo do hotel e tiro umas fotos de dia. Por agora só tenho estas da praça de armas, tiradas com celular.
Abraço
Detalhamento do dia 15 - de cusco a nazca - 650km
Aqui vai o detalhamento que fiquei devendo ontem. As fotos estão todas prontas e reduzidas já, mas o bloggler tá me pregando uma peça hoje.
Vamos lá:
Saí de cusco as 6 e meia da manhã, mas entre trânsito e abastecimento entrei na estrada eram 7 da manhã. Na saída estava 10 graus em cusco. Céu limpo, poucas nuvens. Tudo para ser uma viagem pra lá de tranquila.
Aos 15 km já encontro uma obstrução na pista feita por uns manifestantes, segui um taxista e me embrenhei num barrão mas acabei passando. Depois de uns 40 km começam a aparecer pequenas obras de reparo e alguns trechos em meia pista. Tudo causado pelas chuvas de janeiro. Alguns trechos estavam bem feios mesmo, se alguém tá pensando em fazer este trecho e não tem um uma moto que tope um off road é melhor adiar uns bons meses ou pensar num outro trajeto. Aos 120 km a pista estava interrompida por máquinas, neste momento não teve jeito mesmo, tive que ficar mais de 40 minutos esperando liberarem a pista. Um calor do cão e não dava pra tirar os equipamentos porque os mosquitos estavam fazendo a festa. Liberaram a pista e lá vou eu rodar atrás de uns caminhões de cal, no maior poeirão. Legal pra caramba.
A estrada é num lugar fantástico. Saindo de cusco já começa uma descida e a estrada vai dos 3800 aos 1800 metros. Depois começa a subir de novo, e passando deste trecho de obra já estamos outra vez aos 4000m. Se voces querem saber oq ue é um desnível de 2000m olhem essa foto. Tirei ela aos 4100m e depois de 30km estava lá no meio desta cidade, Abancay, vista daí de cima é muito bonitinha né, encravada entre as montanhas, mas disputa o premio de cidade mais feia junto com juliaca. Páreo duro.
Abancay está a 180km de cusco, depois de mais 300, ou seja, aos 480km de cusco, fica Puquio. Depois de Abancay a estrada começa a seguir um rio que eu não sei qual é, mas bem caudaloso e violento. A estrada segue este rio desde os 1800m até os 3500. Neste trecho chama a atenção a quantidade de trechos em que eles fazem um rebaixo na pista para deixar algum curso d´água apssar sobre ela, são muitos mesmo. Teve um deles que me surpreendeu bem depois de uma saída de curva, que eu vinha a uns 60 por hora e caio no meio de um "rio" no asfalto, neste em especial estava cheio de pedras e terra que o rio trouxe do barranco. Quase passei reto, consegui parar no acostamento da outra pista.
Depois a estrada separa-se do rio e continua subindo. Faltando cerca de 80km pra chegar em Puquio, a estrada dá uma subida mais violenta e vai até os 4300m. Quando estava no final dessa subida começo a perceber o tempo virando, à minha esquerda estava tudo escuro, preto mesmo, o céu chegava a ter uns tons de verde, e muita chuva praquele lado, eu estava achando que estava com sorte, pois estava passando ao largo da chuva. Quando termino de subir, olho no retrovisor e vejo que pra trás de mim também está preto. A estrada dá uma virada pra esquerda e começa a ir em direção a aquele céu verde, ao mesmo tempo que do lado direito também começa a fechar, muito rápido. De repente eu começo a sentir umas "gotinhas", só que estavam fazendo muito barulho. Olho pra baixo e vejo gelo sobre a mala de tanque. Parei na hora pra virar o LDC do GPS pra baixo e toco o barco, estava fraquinha. Até que desceu toró de granizo de uns 2 min. As mãos doíam mesmo de luva. Até as lhamas que estavam na beira da pista tavam correndo que nem loucas. Do nada passou esta primeira pancada e o tempo secou pra mim, eu vi que estava indo pro meio da tempestade e decido parar e colocar a capa de chuva pelo menos sobre a jaqueta e também cobrir a mala de tanque.
Até aí tudo certo, continuo andando pro olho do furação. Eu não tinha escolha, nessa altura faltavam 55km pra puquio ou voltar os 250 pra abancay. Pra trás estava fechado igual, então sem chance, o negócio era tocar o barco. De repente eu percebo um clarão do meu lado esquerdo, não vi o relampago mas fiquei ligado, alguns segundos depois vejo um senhor raio descendo alguns kms a frente bem na direção que eu estava indo. E começaram a vir um depois do outro, de todos os lados, mas muitos mesmo lá na minha frente, e o céu se fechando sobre mim. Nesta altura do campeonato eu estava a 4300m, num platô descampado de vários kms e a estrada fica elevada em relaçao a maior parte do campo. Ou seja, eu era o objeto mais alto no lugar mais alto que poderia estar, e raios caindo por todos os lados. Não entrei em pânico porque não adiantava. Mas estava com medo de verdade. Pensei que dessa não passava, era questão de tempo pra tomar um na cabeça, ou próximo o suficiente pra me derrubar. Sabem aquela história que contam do filminho que a gente vê, eu vi, pensei que não voltaria pra casa. Fiz a única coisa que dava pra fazer, parei a moto, pulei fora e saí correndo pra longe dela e me joquei no chão. Pensei, vou esperar este caos passar e vou até a próxima cidade. Mas aí onde eu estava o tempo não mudava, eram raios pra todos lados e mas não caía a chuva, estava seco ainda. Pensei, vou esperar passar um caminhão, mais alto que eu, então pego a moto e vou grudado no cara até puquio, se cair cai no caminhão. Mas quem disse que vinha algum caminhão. E eu lá de bruços olhando pros lados pra ver se vinha algo. Apareceu uma nissan frontier no retão. Eu corri pra perto da moto e fiquei esperando. Quando o cara passou eu fiz sinal pra ele diminuir e pulei em cima da moto e grudei no cara, ele entendeu. Em 2 min entramos no temporal, e raio pra todo lado. Aos 30km de puquio a coisa ficou feia, era granizo, chuva e raio. E eu tomando o spray dos penus na cara, mas vinha todo encolhido atrás da camioneta. Andamos mais uns 10km nessa situação, a uns 40km/h, até que a pista começa a descer e deixamos de ser a referência. Mas nesta altura do campeonato eu nem respirava mais. A temperatura era de 5 graus eu nem sentia o frio. De repente a chuva passa e quando vejo estou puquio. Vivo e tremendo ainda. Parei pra abastecer e fiquei uns 10 min parado lá até as pernas firmarem de novo.
No céu em puquio tinha um lado, leste, que estava azul. Perguntei pro frentista, é pra lá que fica nasca?? Ele confirmou. Antes de sair olhei no GPS pra ver se era pra lá mesmo. Eram tres e meia da tarde, faltavam apenas 170km, não durmiria ali. Segui viagem. A chuva havia parado, Agora era apenas neblina e mais subida. Puquio fica a 3000m, subi de novo aos 4100, mas sem o temporal e sem raios, estava feliz da vida. eu estava encharcado, comecei a sentir frio. A estrada começa a serpentear e não para nunca mais, até o topo, quando então chega-se à reserva natural Pampa Galera. É um pampa a 4100 metros. Lindo demais. Lá em cima, uns 15 km de retas e então começa a descer pro deserto de nasca. Ao terminar o pampa faltam 55km pra nasca, tudo em descida, curva atrás de curva, até chegar em nasca, a 600m acima do mar. Aqui eu respiro melhor, a moto respira melhor e ainda por cima é mais quentinho e seco. Não pensei que fosse ficar feliz ao ver o deserto de novo. Fiquei.
Nasca é bem desorganizada como qualquer cidade que tenho visto. No centro, a praça de armas é legal, e há uma ruazinha mais ajeitada que serve pra turistaiada ficar comprando lembrança. O transito louco como sempre.
Falando do transito peruano. Aprendi umas coisas. Uma delas é que nunca viajarei de unibus no peru, eu vi o que estes caras fazem na estrada. A segunda é que acho que todo mundo que tem carro aqui vira taxista. Tem muito taxi. A maioria daewo tico e uma perua toyota que eu não sei o nome (que eles compram usados do Japão). Eles andam com uma mão na buzina. O método de oferecer o serviço é buzinar pra toda e qualquer pessoa que eles vêm na calçada. Então imaginem dezenas de taxis andando entre centenas de pessoas. É uma buzinação sem tamanho. Sem contar aqueles que no lugar da buzina poem uma sirene tipo aquelas de advertência da polícia. É irritante demais. Além do mais são muito, mas muito mal educados no transito. Leis, regras e sinalização não valem de nada, eles só obedecem duas coisas, a buzina mais alta e o guarda de apito na mão.
Amanha bem cedo que ver as tais linhas de nasca e depois me mando pra Arequipa, minha ultima parada no peru antes de retornar ao Chile.
Vamos lá:
Saí de cusco as 6 e meia da manhã, mas entre trânsito e abastecimento entrei na estrada eram 7 da manhã. Na saída estava 10 graus em cusco. Céu limpo, poucas nuvens. Tudo para ser uma viagem pra lá de tranquila.
Aos 15 km já encontro uma obstrução na pista feita por uns manifestantes, segui um taxista e me embrenhei num barrão mas acabei passando. Depois de uns 40 km começam a aparecer pequenas obras de reparo e alguns trechos em meia pista. Tudo causado pelas chuvas de janeiro. Alguns trechos estavam bem feios mesmo, se alguém tá pensando em fazer este trecho e não tem um uma moto que tope um off road é melhor adiar uns bons meses ou pensar num outro trajeto. Aos 120 km a pista estava interrompida por máquinas, neste momento não teve jeito mesmo, tive que ficar mais de 40 minutos esperando liberarem a pista. Um calor do cão e não dava pra tirar os equipamentos porque os mosquitos estavam fazendo a festa. Liberaram a pista e lá vou eu rodar atrás de uns caminhões de cal, no maior poeirão. Legal pra caramba.
A estrada é num lugar fantástico. Saindo de cusco já começa uma descida e a estrada vai dos 3800 aos 1800 metros. Depois começa a subir de novo, e passando deste trecho de obra já estamos outra vez aos 4000m. Se voces querem saber oq ue é um desnível de 2000m olhem essa foto. Tirei ela aos 4100m e depois de 30km estava lá no meio desta cidade, Abancay, vista daí de cima é muito bonitinha né, encravada entre as montanhas, mas disputa o premio de cidade mais feia junto com juliaca. Páreo duro.
Abancay está a 180km de cusco, depois de mais 300, ou seja, aos 480km de cusco, fica Puquio. Depois de Abancay a estrada começa a seguir um rio que eu não sei qual é, mas bem caudaloso e violento. A estrada segue este rio desde os 1800m até os 3500. Neste trecho chama a atenção a quantidade de trechos em que eles fazem um rebaixo na pista para deixar algum curso d´água apssar sobre ela, são muitos mesmo. Teve um deles que me surpreendeu bem depois de uma saída de curva, que eu vinha a uns 60 por hora e caio no meio de um "rio" no asfalto, neste em especial estava cheio de pedras e terra que o rio trouxe do barranco. Quase passei reto, consegui parar no acostamento da outra pista.
Depois a estrada separa-se do rio e continua subindo. Faltando cerca de 80km pra chegar em Puquio, a estrada dá uma subida mais violenta e vai até os 4300m. Quando estava no final dessa subida começo a perceber o tempo virando, à minha esquerda estava tudo escuro, preto mesmo, o céu chegava a ter uns tons de verde, e muita chuva praquele lado, eu estava achando que estava com sorte, pois estava passando ao largo da chuva. Quando termino de subir, olho no retrovisor e vejo que pra trás de mim também está preto. A estrada dá uma virada pra esquerda e começa a ir em direção a aquele céu verde, ao mesmo tempo que do lado direito também começa a fechar, muito rápido. De repente eu começo a sentir umas "gotinhas", só que estavam fazendo muito barulho. Olho pra baixo e vejo gelo sobre a mala de tanque. Parei na hora pra virar o LDC do GPS pra baixo e toco o barco, estava fraquinha. Até que desceu toró de granizo de uns 2 min. As mãos doíam mesmo de luva. Até as lhamas que estavam na beira da pista tavam correndo que nem loucas. Do nada passou esta primeira pancada e o tempo secou pra mim, eu vi que estava indo pro meio da tempestade e decido parar e colocar a capa de chuva pelo menos sobre a jaqueta e também cobrir a mala de tanque.
Até aí tudo certo, continuo andando pro olho do furação. Eu não tinha escolha, nessa altura faltavam 55km pra puquio ou voltar os 250 pra abancay. Pra trás estava fechado igual, então sem chance, o negócio era tocar o barco. De repente eu percebo um clarão do meu lado esquerdo, não vi o relampago mas fiquei ligado, alguns segundos depois vejo um senhor raio descendo alguns kms a frente bem na direção que eu estava indo. E começaram a vir um depois do outro, de todos os lados, mas muitos mesmo lá na minha frente, e o céu se fechando sobre mim. Nesta altura do campeonato eu estava a 4300m, num platô descampado de vários kms e a estrada fica elevada em relaçao a maior parte do campo. Ou seja, eu era o objeto mais alto no lugar mais alto que poderia estar, e raios caindo por todos os lados. Não entrei em pânico porque não adiantava. Mas estava com medo de verdade. Pensei que dessa não passava, era questão de tempo pra tomar um na cabeça, ou próximo o suficiente pra me derrubar. Sabem aquela história que contam do filminho que a gente vê, eu vi, pensei que não voltaria pra casa. Fiz a única coisa que dava pra fazer, parei a moto, pulei fora e saí correndo pra longe dela e me joquei no chão. Pensei, vou esperar este caos passar e vou até a próxima cidade. Mas aí onde eu estava o tempo não mudava, eram raios pra todos lados e mas não caía a chuva, estava seco ainda. Pensei, vou esperar passar um caminhão, mais alto que eu, então pego a moto e vou grudado no cara até puquio, se cair cai no caminhão. Mas quem disse que vinha algum caminhão. E eu lá de bruços olhando pros lados pra ver se vinha algo. Apareceu uma nissan frontier no retão. Eu corri pra perto da moto e fiquei esperando. Quando o cara passou eu fiz sinal pra ele diminuir e pulei em cima da moto e grudei no cara, ele entendeu. Em 2 min entramos no temporal, e raio pra todo lado. Aos 30km de puquio a coisa ficou feia, era granizo, chuva e raio. E eu tomando o spray dos penus na cara, mas vinha todo encolhido atrás da camioneta. Andamos mais uns 10km nessa situação, a uns 40km/h, até que a pista começa a descer e deixamos de ser a referência. Mas nesta altura do campeonato eu nem respirava mais. A temperatura era de 5 graus eu nem sentia o frio. De repente a chuva passa e quando vejo estou puquio. Vivo e tremendo ainda. Parei pra abastecer e fiquei uns 10 min parado lá até as pernas firmarem de novo.
No céu em puquio tinha um lado, leste, que estava azul. Perguntei pro frentista, é pra lá que fica nasca?? Ele confirmou. Antes de sair olhei no GPS pra ver se era pra lá mesmo. Eram tres e meia da tarde, faltavam apenas 170km, não durmiria ali. Segui viagem. A chuva havia parado, Agora era apenas neblina e mais subida. Puquio fica a 3000m, subi de novo aos 4100, mas sem o temporal e sem raios, estava feliz da vida. eu estava encharcado, comecei a sentir frio. A estrada começa a serpentear e não para nunca mais, até o topo, quando então chega-se à reserva natural Pampa Galera. É um pampa a 4100 metros. Lindo demais. Lá em cima, uns 15 km de retas e então começa a descer pro deserto de nasca. Ao terminar o pampa faltam 55km pra nasca, tudo em descida, curva atrás de curva, até chegar em nasca, a 600m acima do mar. Aqui eu respiro melhor, a moto respira melhor e ainda por cima é mais quentinho e seco. Não pensei que fosse ficar feliz ao ver o deserto de novo. Fiquei.
Nasca é bem desorganizada como qualquer cidade que tenho visto. No centro, a praça de armas é legal, e há uma ruazinha mais ajeitada que serve pra turistaiada ficar comprando lembrança. O transito louco como sempre.
Falando do transito peruano. Aprendi umas coisas. Uma delas é que nunca viajarei de unibus no peru, eu vi o que estes caras fazem na estrada. A segunda é que acho que todo mundo que tem carro aqui vira taxista. Tem muito taxi. A maioria daewo tico e uma perua toyota que eu não sei o nome (que eles compram usados do Japão). Eles andam com uma mão na buzina. O método de oferecer o serviço é buzinar pra toda e qualquer pessoa que eles vêm na calçada. Então imaginem dezenas de taxis andando entre centenas de pessoas. É uma buzinação sem tamanho. Sem contar aqueles que no lugar da buzina poem uma sirene tipo aquelas de advertência da polícia. É irritante demais. Além do mais são muito, mas muito mal educados no transito. Leis, regras e sinalização não valem de nada, eles só obedecem duas coisas, a buzina mais alta e o guarda de apito na mão.
Amanha bem cedo que ver as tais linhas de nasca e depois me mando pra Arequipa, minha ultima parada no peru antes de retornar ao Chile.
sábado, 20 de março de 2010
Dia 15 - Cusco - Nasca - 650km
To num hotel que nao tem internt, nao tem teto, nao tem nada.
Consegui chegar a nasca, que alias é um caos como qualquer cidade peruana. Depois falo mais da cidade.
Estes 650 km foram de curvas, subidas e descidas, só. Até abancay muitas obras, fiquei mais de uma hora parado em obras. De abancay pra frente foram uns 150 km de diversao, até que o tempo fechou dos dois lados, pra frente e pra tras. A mais de 4000m peguei uma puta chuv ade granizo e quando eu estava na parte mais alta do trecho comecaram a cair raios, muitos. Era a parte alta de um planalto, sem nada além de pedras. Eu era o objeto mais alto no lugar mais alto. Fiquei com medo de verdade, a ponto de encostar a moto correr pra longe e ficar uns 5min deitado de brucos no chao. Quando vi uma caminhoneta vindo corri, peguei a moto e segui eles por 30 km encostadinho atras e bem abaixado. Se caisse um eu só tomava o choque. Pensei que fosse morrer.
Depois de chegar em puquio, só frio o chuva fina. Em nasca está quente, 25 graus. Comparado com os 5 que peguei lá atras está ótimo.
Amanha cedo pretendo voar sobre as linhas e assim que chegar no hotel me mando pra arequipa, que dizem ser bem bonita. Mas nao dá pra confiar no senso de beleza dos peruanos. Areditem, vivemos no paraíso.
um grande abraco, depois postarei detalhes da viagem sórdida e algumas fotos.
Consegui chegar a nasca, que alias é um caos como qualquer cidade peruana. Depois falo mais da cidade.
Estes 650 km foram de curvas, subidas e descidas, só. Até abancay muitas obras, fiquei mais de uma hora parado em obras. De abancay pra frente foram uns 150 km de diversao, até que o tempo fechou dos dois lados, pra frente e pra tras. A mais de 4000m peguei uma puta chuv ade granizo e quando eu estava na parte mais alta do trecho comecaram a cair raios, muitos. Era a parte alta de um planalto, sem nada além de pedras. Eu era o objeto mais alto no lugar mais alto. Fiquei com medo de verdade, a ponto de encostar a moto correr pra longe e ficar uns 5min deitado de brucos no chao. Quando vi uma caminhoneta vindo corri, peguei a moto e segui eles por 30 km encostadinho atras e bem abaixado. Se caisse um eu só tomava o choque. Pensei que fosse morrer.
Depois de chegar em puquio, só frio o chuva fina. Em nasca está quente, 25 graus. Comparado com os 5 que peguei lá atras está ótimo.
Amanha cedo pretendo voar sobre as linhas e assim que chegar no hotel me mando pra arequipa, que dizem ser bem bonita. Mas nao dá pra confiar no senso de beleza dos peruanos. Areditem, vivemos no paraíso.
um grande abraco, depois postarei detalhes da viagem sórdida e algumas fotos.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Vergonheiras
Além do episódio do hipoglós, cheguei ontem no hotel em cusco e, arrumadas as coisas fui tomar banho.
Virei a torneira escrito H e fiquei esperando esquentar. Passou um tempao e nada, aí virei a outra - C - rapidinho, nem dei tempo direito e como nao saiu nada quente já chamei o cara pra ver o que tinha de errado. O cara foi lá, virou a torneira com C deu uns 30 segundos e saiu água quente.
Eu resmunguei, olha tà invertido, Hot e Cold. E ele responde: "no, caliente e helada".
Foda
Virei a torneira escrito H e fiquei esperando esquentar. Passou um tempao e nada, aí virei a outra - C - rapidinho, nem dei tempo direito e como nao saiu nada quente já chamei o cara pra ver o que tinha de errado. O cara foi lá, virou a torneira com C deu uns 30 segundos e saiu água quente.
Eu resmunguei, olha tà invertido, Hot e Cold. E ele responde: "no, caliente e helada".
Foda
Dia 14 - Cusco - 0km
Tirei o dia pra passear em Cusco hoje. Acordei as 6, tomei um cafezão e às 7 já estava na rua. Minha idéia era percorrer as ruas e as igrejas da cidade o que desse até lá pelas 10 da manhã e depois voltar no hotel e pegar a moto pra ir até o vale sagrado.
Andar pelas ladeiras de cusco é lega, os cenários que o cara vê são legais demais, só que pra quem mora ao nível do mar como eu ficar aqui subindo ladeira a 3500m acima do nivel do mar é uma experiência doida. Fui ultrapassado por velinhas e crianças várias vezes. Várias vezes tive que parar pra tomar ar. Não passei mal nem nada, mas falta pulmão.
Ontem a noite eu retirei toda a bagagem da moto, até mesmo pra poder dar uma olhada melhor no estado dela, inspecionar, ver se tem algo em ponto de quebra, afinal, me prevenir contra qualquer surpresa. Hoje pela manha saí com ela sem bagagem. Que maravilha, parece uma bicicleta de tão fácil que fica de manobrar e desviar da buraqueira que estão as ruas asfaltadas de cusco, sim, porque as de pedra estão inteiras.
Apontei o GPS pra Pisac, a porta de entrada do vale sagrado. A saída de cusco pra lá já impressiona pela vista, primeiramente tem-se uma visão da cidade de cusco vista de cima, muito legal. Depois aos poucos a cidade some e o verde toma conta. Montanhas e vales coloridos e salpicados de lavouras de milho, trigo, batata doce, flores. Muito legal. Minha idéia era entrar em Pisac e ir até Ollantaytambo, que é a ultima cidade onde a estrada chega antes de machu pichu, depois vai-se de trem até Aguas calientes e então sobe pra machu pichu. Bom, vim sabendo que machupichu estaria fechada, então não houve frustração nesse sentido. O vale sagrado já dá um belo passeio, pena que não fiz...hehehe
Ao terminar de descer uma senhora ladeira chego em pisac e dou de cara com a ponte que atravessa o rio urubamba em obras por conta das chuvas. Falando em chuvas, os aprox 30 km entre cusco e pisac estão com vários trechos emmeia pista, barreias caídas e pedras monumentais sobre a pista. o estrago foi feio mesmo. Tem trechos em que a terra que cobriu a pista foi tanta que ainda não deram conta de tirar tudo, mais de 2 meses depois. Mas chegeui lá. Como não dava pra passarme informei e disseram que sim, estavam fazendo visitas ao vale sagrado, por uma estrada de terra de uns 17 km até chegar a Lacay, onde aí se atravessaria para ir a calca e ollantaytambo. Entrei nessa estrada, terrível, buraqueira do cão e muito barro, pois havia chovido a noite. Na vinda o tempo já estava virando, nas montanhas em direção ao vale sagrado já dava pra ver que começava a chover. O tempo aqui vira muito rápido. Decidi voltar, nesta altura do campeonato, com tudo o que já vi e conheci não vou arriscar a viagem por alguns pontos turísticos. Além disso eu não estava afim de voltar imundo pro hotel e ter que perder o resto do dia lavando e secando roupa em cusco. Voltei, tirei mais umas fotos. Há também outras ruinas para se ver aqui por perto, algumas consegui avistar da estrada mesmo. O pepino é que aqui eles cobram 130 soles para ver todos os monumentos, validos por 10 dias, ou 70 soles para um dia. Eu não iria torrar 25 dólares pra ver uma ruína, sendo que já sei que se quiser ver machu pichu, terei que voltar, posso fazer tudo nesta próxima vez, que não sei quando será.
Aproveitei e troquei o óleo da moto, pela segunda vez na viagem. No hotel dei uma limpada de primeira na corrente, que até agora, não precisou ser esticada, está ótima. Aliás, a falcon me surpreendeu, eu sabia que a moto perderia rendimento e tal. Mas a 4600m de altitudo consegui manter 110km/h com ela. É claro que ela demora pra chegar, mas mantém. Não pra pra andar a 80, porque aí sim ela perde força e tem que andar em quarta marcha. Ela detona muito em reduzidas e engasga se acelerar de vez, mas no geral tá indo muito bem. Tudo que fiz foi tirar o snorkel do filtro de ar, nada mais. O que tá pegando é o consumo, eu não to fazendo conta pq aqui vende em galões e prefiro gastar meu tempo com outras coisas, mas acredito que acima dos 3000m ela tá fazendo perto de 15km/l. Pra este tipo de aventura tem que ser com injeção eletronica, não tem jeito.
Aproveitei que também tinha visto boa parte da cidade de manha e dei um cochilo a tarde, eu tava precisando e merecendo. Agora a noite é o de praxe, sair pra jantar, tomar uma e voltar pra dormir.
Amanha é Nazca. Já me informei com bastante gente e me disseram que a estrada está em condições de ir. Até um brasileiro que achei aqui me disse que veio de lá de onibus tem uns dois dias. O que sei é que a estrada é muito sinuosa e com muitas subidas e descidas de serras, então amanha no máximo as 6 da manha eu to na estrada, afinal são 650km. A idéia lá é sobrevoar as linhas de nazca e então sigo pra Arequipa, depois Arica, San pedro de atacama, salta, já na argentina, e por aí vai, até chegar em casa. Estimo minha chegada em casa lá pelo dia 30/31 de março.
No mais é isso, depois tem fotos.
Andar pelas ladeiras de cusco é lega, os cenários que o cara vê são legais demais, só que pra quem mora ao nível do mar como eu ficar aqui subindo ladeira a 3500m acima do nivel do mar é uma experiência doida. Fui ultrapassado por velinhas e crianças várias vezes. Várias vezes tive que parar pra tomar ar. Não passei mal nem nada, mas falta pulmão.
Ontem a noite eu retirei toda a bagagem da moto, até mesmo pra poder dar uma olhada melhor no estado dela, inspecionar, ver se tem algo em ponto de quebra, afinal, me prevenir contra qualquer surpresa. Hoje pela manha saí com ela sem bagagem. Que maravilha, parece uma bicicleta de tão fácil que fica de manobrar e desviar da buraqueira que estão as ruas asfaltadas de cusco, sim, porque as de pedra estão inteiras.
Apontei o GPS pra Pisac, a porta de entrada do vale sagrado. A saída de cusco pra lá já impressiona pela vista, primeiramente tem-se uma visão da cidade de cusco vista de cima, muito legal. Depois aos poucos a cidade some e o verde toma conta. Montanhas e vales coloridos e salpicados de lavouras de milho, trigo, batata doce, flores. Muito legal. Minha idéia era entrar em Pisac e ir até Ollantaytambo, que é a ultima cidade onde a estrada chega antes de machu pichu, depois vai-se de trem até Aguas calientes e então sobe pra machu pichu. Bom, vim sabendo que machupichu estaria fechada, então não houve frustração nesse sentido. O vale sagrado já dá um belo passeio, pena que não fiz...hehehe
Ao terminar de descer uma senhora ladeira chego em pisac e dou de cara com a ponte que atravessa o rio urubamba em obras por conta das chuvas. Falando em chuvas, os aprox 30 km entre cusco e pisac estão com vários trechos emmeia pista, barreias caídas e pedras monumentais sobre a pista. o estrago foi feio mesmo. Tem trechos em que a terra que cobriu a pista foi tanta que ainda não deram conta de tirar tudo, mais de 2 meses depois. Mas chegeui lá. Como não dava pra passarme informei e disseram que sim, estavam fazendo visitas ao vale sagrado, por uma estrada de terra de uns 17 km até chegar a Lacay, onde aí se atravessaria para ir a calca e ollantaytambo. Entrei nessa estrada, terrível, buraqueira do cão e muito barro, pois havia chovido a noite. Na vinda o tempo já estava virando, nas montanhas em direção ao vale sagrado já dava pra ver que começava a chover. O tempo aqui vira muito rápido. Decidi voltar, nesta altura do campeonato, com tudo o que já vi e conheci não vou arriscar a viagem por alguns pontos turísticos. Além disso eu não estava afim de voltar imundo pro hotel e ter que perder o resto do dia lavando e secando roupa em cusco. Voltei, tirei mais umas fotos. Há também outras ruinas para se ver aqui por perto, algumas consegui avistar da estrada mesmo. O pepino é que aqui eles cobram 130 soles para ver todos os monumentos, validos por 10 dias, ou 70 soles para um dia. Eu não iria torrar 25 dólares pra ver uma ruína, sendo que já sei que se quiser ver machu pichu, terei que voltar, posso fazer tudo nesta próxima vez, que não sei quando será.
Aproveitei e troquei o óleo da moto, pela segunda vez na viagem. No hotel dei uma limpada de primeira na corrente, que até agora, não precisou ser esticada, está ótima. Aliás, a falcon me surpreendeu, eu sabia que a moto perderia rendimento e tal. Mas a 4600m de altitudo consegui manter 110km/h com ela. É claro que ela demora pra chegar, mas mantém. Não pra pra andar a 80, porque aí sim ela perde força e tem que andar em quarta marcha. Ela detona muito em reduzidas e engasga se acelerar de vez, mas no geral tá indo muito bem. Tudo que fiz foi tirar o snorkel do filtro de ar, nada mais. O que tá pegando é o consumo, eu não to fazendo conta pq aqui vende em galões e prefiro gastar meu tempo com outras coisas, mas acredito que acima dos 3000m ela tá fazendo perto de 15km/l. Pra este tipo de aventura tem que ser com injeção eletronica, não tem jeito.
Aproveitei que também tinha visto boa parte da cidade de manha e dei um cochilo a tarde, eu tava precisando e merecendo. Agora a noite é o de praxe, sair pra jantar, tomar uma e voltar pra dormir.
Amanha é Nazca. Já me informei com bastante gente e me disseram que a estrada está em condições de ir. Até um brasileiro que achei aqui me disse que veio de lá de onibus tem uns dois dias. O que sei é que a estrada é muito sinuosa e com muitas subidas e descidas de serras, então amanha no máximo as 6 da manha eu to na estrada, afinal são 650km. A idéia lá é sobrevoar as linhas de nazca e então sigo pra Arequipa, depois Arica, San pedro de atacama, salta, já na argentina, e por aí vai, até chegar em casa. Estimo minha chegada em casa lá pelo dia 30/31 de março.
No mais é isso, depois tem fotos.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Dia 13 - De Puno a Cusco - 370km
Pois é, cheguei ao destino máximo da viagem. Daqui pra frente é caminho de volta. Até o momento rodei aproximadamente 6500km. É chão.
Hoje tirei pouca foto da estrada, o cenário repitiu muito do visto ontem, com exceção à chegada em Cusco, que muda muito.
A saida de Puno é legal, vai-se andando ao lado do titicaca por um tempo, nuns subidões, depois desce e continua por um tempo na margem. Uma coisa que me surpreendeu no Perú é a quantidade de vilas e cidades pequenas uma logo depois da outra. De puno a cusco vc não fica muito tempo sem ver alguma povoação. O único trecho vazio são uns 100km logo depois de Juliaca, que aliás está entre as cidades mais feias e caíticas que já vi. Depois de Juliaca tambem tem uns 50 km que o asfalto está péssimo. Sendo arrumado em vários trechos, mas péssimo. A chegada em cusco também tem asfalto ruim. Metade do caminho é o típico altiplano, depois de passar por Santa Rosa, no ponto máximo a uns 4300 metros, começa uma descida que vai de leve te levando pra um vale muito verde, o rio que corre junto ao vale eu não sei qual é. Mas o cenário é muito bonito, vai assim desde 150km antes de chegar a cusco até a chegada. Neste trecho teve uma hora que choveu por uns 30 km, uma chivinha gelada que derrubou a temperatura em questão de segundos de 20 graus pra 10.


Ainda no altiplano ultrapassei uma moto, uma honda Deauville com um casal. Placa da inlgaterra. Depois parei pra abastecer e eles me passaram. Quando havia recém passado por santa rosa tem uma parada na beira da estrada bem de frente a um monte nevado com muita venda de artesanato. Eles estavam lá comendo um pastel ou sei lá oq e eu parei pra conversar. Eram Sul Africanos. Pior é que esqueci o nome de ambos. Ficamos uma meia hora conversando, tiramos uma foto e seguimos, sempre um no retrovisor do outro. Depois me distanciei e acho que cheguei em cusco uma meia hora antes. Achei meu hotel e saí de chinelão mesmo pra praça de armas pra ver se eles apareciam pra indicar o hotel, já que eles haviam me perguntado. Pior é que consegui encontrar os 2. No fim eles foram pra Pizac. Talvez sigamos pra nazca no mesmo dia, é capaz de ainda nos cruzarmos mais vezes. Os 2 estão indo morar na colombia. Então na argentina os 2 compraram a moto de um ingles que havia descido com ela do alaska até ushuaia, para ir embora a partir de buenos aires o ingles estava vendendo a moto, e os 2 compraram e sairam viajar pela américa latina. Estão a 4 meses rodando. Terminarão a viagem em 2 semanas na colombia. E tinha gente me chamando de luco e coisa e tal. Esses aí viraram meus heróis.

Chegando em cusco a entrada na cidade é muito feia, asfalto todo quebrado e muita lama de obras, eu cheguei imundo no hotel, não sei nem como me deixaram entrar. Quanda chega-se no centro histórico a cidade impressiona. Linda. Vale a pena uma visita com calma. A praça de armas com suas 2 igrejas espanholas e rodeada de restaurantes nos quais vc pode subir no segundo antar e ficar numa varantinha vendo o movimento e tomando uma é demais. Ainda dei sorte te estar havendo um evento religioso na cidade no dia e a praça estava cheia e com umas cerimonias incas e católicas acontecendo ao mesmo tempo à saúde te um tal don bosco, que parece que fez muita coisa por aqui.



Amanha pela manha irei apé pra conhecer o que der na cidade, a tarde pego a moto e vou pro vale sagrado dar uma volta, nenhum compromisso oficial. Sábado começa o retorno. Ainda não sei se vou a Nazca ou pulo direto pra arequipa. Vamos ver.
abraços
Hoje tirei pouca foto da estrada, o cenário repitiu muito do visto ontem, com exceção à chegada em Cusco, que muda muito.
A saida de Puno é legal, vai-se andando ao lado do titicaca por um tempo, nuns subidões, depois desce e continua por um tempo na margem. Uma coisa que me surpreendeu no Perú é a quantidade de vilas e cidades pequenas uma logo depois da outra. De puno a cusco vc não fica muito tempo sem ver alguma povoação. O único trecho vazio são uns 100km logo depois de Juliaca, que aliás está entre as cidades mais feias e caíticas que já vi. Depois de Juliaca tambem tem uns 50 km que o asfalto está péssimo. Sendo arrumado em vários trechos, mas péssimo. A chegada em cusco também tem asfalto ruim. Metade do caminho é o típico altiplano, depois de passar por Santa Rosa, no ponto máximo a uns 4300 metros, começa uma descida que vai de leve te levando pra um vale muito verde, o rio que corre junto ao vale eu não sei qual é. Mas o cenário é muito bonito, vai assim desde 150km antes de chegar a cusco até a chegada. Neste trecho teve uma hora que choveu por uns 30 km, uma chivinha gelada que derrubou a temperatura em questão de segundos de 20 graus pra 10.
Ainda no altiplano ultrapassei uma moto, uma honda Deauville com um casal. Placa da inlgaterra. Depois parei pra abastecer e eles me passaram. Quando havia recém passado por santa rosa tem uma parada na beira da estrada bem de frente a um monte nevado com muita venda de artesanato. Eles estavam lá comendo um pastel ou sei lá oq e eu parei pra conversar. Eram Sul Africanos. Pior é que esqueci o nome de ambos. Ficamos uma meia hora conversando, tiramos uma foto e seguimos, sempre um no retrovisor do outro. Depois me distanciei e acho que cheguei em cusco uma meia hora antes. Achei meu hotel e saí de chinelão mesmo pra praça de armas pra ver se eles apareciam pra indicar o hotel, já que eles haviam me perguntado. Pior é que consegui encontrar os 2. No fim eles foram pra Pizac. Talvez sigamos pra nazca no mesmo dia, é capaz de ainda nos cruzarmos mais vezes. Os 2 estão indo morar na colombia. Então na argentina os 2 compraram a moto de um ingles que havia descido com ela do alaska até ushuaia, para ir embora a partir de buenos aires o ingles estava vendendo a moto, e os 2 compraram e sairam viajar pela américa latina. Estão a 4 meses rodando. Terminarão a viagem em 2 semanas na colombia. E tinha gente me chamando de luco e coisa e tal. Esses aí viraram meus heróis.
Chegando em cusco a entrada na cidade é muito feia, asfalto todo quebrado e muita lama de obras, eu cheguei imundo no hotel, não sei nem como me deixaram entrar. Quanda chega-se no centro histórico a cidade impressiona. Linda. Vale a pena uma visita com calma. A praça de armas com suas 2 igrejas espanholas e rodeada de restaurantes nos quais vc pode subir no segundo antar e ficar numa varantinha vendo o movimento e tomando uma é demais. Ainda dei sorte te estar havendo um evento religioso na cidade no dia e a praça estava cheia e com umas cerimonias incas e católicas acontecendo ao mesmo tempo à saúde te um tal don bosco, que parece que fez muita coisa por aqui.
Amanha pela manha irei apé pra conhecer o que der na cidade, a tarde pego a moto e vou pro vale sagrado dar uma volta, nenhum compromisso oficial. Sábado começa o retorno. Ainda não sei se vou a Nazca ou pulo direto pra arequipa. Vamos ver.
abraços
Dia 12 - de moquegua a puno - 460km
agora com as fotos.
Hoje foi um dia movimentado. Eu sabia que enfrentaria pela primeira vez altitudes acima dos 3000m. Sabia que pegaria frio, talvez chuva e neve. Mas não imaginava metade de tudo que vi e tudo que aconteceu.
Saí de Moquegua bem cedo. A saída é legal, vai serpenteando pelo meio de montanhas de rocha e areia sempre tendo o vale de Moquegua abaixo.

O fato de pilotar vendo um pouco de verde já anima. Moquegua está a 1400m e quando vc sai já sai subindo. Com 45km rodados resolvi olhar no GPS e estava a 3400m. A subida é rápida. E continua subindo. A moto começa a dar sinais de falha, não acelera tão rápido, detona demais nas reduzidas antes de todas as curvas, mas vai. A subida continua, não tão acentuada agora, aos 75km rodados já estava nos 4600. A maior parte da viagem foi entre os 4500 e 4700m.
O visual é de matar do coração


Eu não senti nada de muito diferente, fisicamente falando. A gente percebe claramente que falta fôlego, vc puxa o ar e parece que os pulmões não enchem. Eu senti apenas um formigamento nos lábios, nada mais, nem dor de cabeça, enjoo, desmaios, nada. Talvez a única coisa que tenha acontecido foi que a falta de oxigenação me fez tomar uma decisão imbecil. Explico, ontem, conversando com os 2 brasileiros eles haviam me dito que a estrada que vai direto de moquegua a puno tem um trecho de chão. O mesmo me haviam confimado outros viventes daqui, informando que se eu quisesse asfalto o trecho todo teria que ir até desaguadero e subir pra puno, beirando o Titicaca. Acontece que eu cheguei na bifurcação que ia ou direto a puno com parte de chão ou para desaguadero com asfalto, e resolvi pegar o chão, por ser uns 150km a menos. entrei na estrada, os primeiros metros são asfalto e começa o chão num descidão, muito esburacado, e eu com a moto carregada, fiquei com medo de comprometer a bichona e resolvi dar meia volta. Primeira descição cagada, entrar no chão, segunda decisão cagada, resolver fazer a volta num lugar não tão bom. Botei a moto pro canto esquerdo da estrada e fui voltear, na descida, o pneu dianteiro entrou numa valetinha com areia e a moto adernou pra direita, eu fui acelerei pra ver se endireitava e não adiantou, ela pendeu de vez, eu fui por o pé e não alcancei, pois a moto estava num lugar meio alto. Só deu tempo de largar tudo e pular, caí em pé, que nem gato, e a moto estatelada no chão.

E agora, me diz quem é que ergue 250kg no areião a 4600m de altitude?? Eu pensei que fosse ter um derrame...ehehe. tamanha a força que fiz. Levantei a moto ao melhor estilo dos motoqueiros de quebec, uahuhauha. Mas consegui. Aí empurrei ela até um lugar mais plano e parei ela lá. se olharem as fotos vão ver que uns 10 metros de onde caí tinha um lugar bom pra virar. Saldo da merda, retrovisor direito quebrado e a honra ferida. Ao terminar de erguer a moto parecia que eu tinha corrido uns 10km rápidos. Fiquei completamente sem fôlego. Levei mais de 50km pra voltar a respirar direito. Até passei um tempo sem tirar fotos de tão puto da cara que fiquei. Mas aí quando passei os 4800m passei do ladinho de uma meia dúzia de picos nevados, com neve no nível da estrada e já me animei com as fotos de novo. Vi alguns bichos que eu nunca sei se são lhamas, alpacas ou vicuñas, não sei a diferençal, pra mim são tudo camelinhos.

Um capítulo a parte são os abastecimentos, só parei num posto até agora, os abastecimentos são feitos em casas na beira da estrada. Aqui eles vendem a gaolina por galões, não fiz a conta, mas tá em torno de 10 soles um galão, até nos postos é em galões. Gasolina aqui não é o prloblema, é a solução, e não tem jeito, de moto, com autonomia baixa tem que encarar.
Olha o naipe do posto

É legal quando se chega no titicaca, o verde toma conta, roda-se uns 130km em meio a vilazinhas com aquelas tias vestidas com roupas típicas pastoreanso ovelhas. Muitas plantações de batatas, cereais diversos. É muito legal rodar aqui tendo saído de um deserto. E como estamos só a 3800 metros tá pra respirar numa boa...heheh


A maior altitude do dia foi 4806m. Rodei uma boa parte nos 4500, 4100. Vim preparado pra muito frio, mas como pelas fotos dá pra ver que o tempo estava ótimo, o maior frio que peguei foi 6 graus a 4800 metros, isso rodando, pq parado já subia pra 13; eu não esperava isso, estava preparado pra congelar, dei sorte.



Agora estou em Puno, na beira do Titicaca a 3800m. Tomei um chá de coca agora a tarde pra retomar o ânimo. Achei um hotelzinho legal e barato, 30 soles, dá uns 22 pila. bom, com internet e tudo mais e a 2 quadras da praça de armas. Puno, na chegda é bem feia, tem 50km de asfalto péssimo antes. O centrinho é muito legal, depois das 19h é muito movimentado, gente de todo o mundo. Cheguei as 3:15 e as 3:45 tinha a última saída pro passeio nas ilhas flutuantes de Uros, claro que fui. Na van tinha eu, mais um brasileiro, 1 inglesa, 1 alemã, um casal canadense, um casal australiano, 3 japonesas e 4 meninas de israel. E a cidade é assim cheia de turistas. As ilhas são um lugar único, mas virou um comercião, eles te recebem super bem, te convidam pra entrar em suas casas, dão totora pra vc comer. Acho que hoje vivem mais do turismo doque do extrativismo. Vale a pena conhecer se estiver aqui, só existe aqui. Pra ter idéia de como é comercial o negócio olhem essa menininha, ela aprendeu desde cedo a fazer pose, é engraçado demais, ela faz a pose e depois pede pra ver a foto.


Voltei pro hotel, arrumei umas coisas e saí pra comer. Hoje eu estava sem comer desde as 7 da manha, só tinha tomado duas inka cola na estrada. Parei num restaurantezinho que faz a tal da new andean food. É comida andina mas de fresco. Tenho que dizer que bateu o matambre da estrada pra Córdoba. Comi lombo de Alpaca ao molho de coca com quinua. Muitíssimo bem feito. tomei chá de coca, uma cusqueña e um sorvete, tudo por 30 soles, uns 11 dólares. Barato demais. Gastronomia de primeira por preço de quinta. Foi a melhor comida da viagem até agora. Eu fui cumprimentar o cozinheiro.
Hoje foi um dia movimentado. Eu sabia que enfrentaria pela primeira vez altitudes acima dos 3000m. Sabia que pegaria frio, talvez chuva e neve. Mas não imaginava metade de tudo que vi e tudo que aconteceu.
Saí de Moquegua bem cedo. A saída é legal, vai serpenteando pelo meio de montanhas de rocha e areia sempre tendo o vale de Moquegua abaixo.
O fato de pilotar vendo um pouco de verde já anima. Moquegua está a 1400m e quando vc sai já sai subindo. Com 45km rodados resolvi olhar no GPS e estava a 3400m. A subida é rápida. E continua subindo. A moto começa a dar sinais de falha, não acelera tão rápido, detona demais nas reduzidas antes de todas as curvas, mas vai. A subida continua, não tão acentuada agora, aos 75km rodados já estava nos 4600. A maior parte da viagem foi entre os 4500 e 4700m.
O visual é de matar do coração
Eu não senti nada de muito diferente, fisicamente falando. A gente percebe claramente que falta fôlego, vc puxa o ar e parece que os pulmões não enchem. Eu senti apenas um formigamento nos lábios, nada mais, nem dor de cabeça, enjoo, desmaios, nada. Talvez a única coisa que tenha acontecido foi que a falta de oxigenação me fez tomar uma decisão imbecil. Explico, ontem, conversando com os 2 brasileiros eles haviam me dito que a estrada que vai direto de moquegua a puno tem um trecho de chão. O mesmo me haviam confimado outros viventes daqui, informando que se eu quisesse asfalto o trecho todo teria que ir até desaguadero e subir pra puno, beirando o Titicaca. Acontece que eu cheguei na bifurcação que ia ou direto a puno com parte de chão ou para desaguadero com asfalto, e resolvi pegar o chão, por ser uns 150km a menos. entrei na estrada, os primeiros metros são asfalto e começa o chão num descidão, muito esburacado, e eu com a moto carregada, fiquei com medo de comprometer a bichona e resolvi dar meia volta. Primeira descição cagada, entrar no chão, segunda decisão cagada, resolver fazer a volta num lugar não tão bom. Botei a moto pro canto esquerdo da estrada e fui voltear, na descida, o pneu dianteiro entrou numa valetinha com areia e a moto adernou pra direita, eu fui acelerei pra ver se endireitava e não adiantou, ela pendeu de vez, eu fui por o pé e não alcancei, pois a moto estava num lugar meio alto. Só deu tempo de largar tudo e pular, caí em pé, que nem gato, e a moto estatelada no chão.
E agora, me diz quem é que ergue 250kg no areião a 4600m de altitude?? Eu pensei que fosse ter um derrame...ehehe. tamanha a força que fiz. Levantei a moto ao melhor estilo dos motoqueiros de quebec, uahuhauha. Mas consegui. Aí empurrei ela até um lugar mais plano e parei ela lá. se olharem as fotos vão ver que uns 10 metros de onde caí tinha um lugar bom pra virar. Saldo da merda, retrovisor direito quebrado e a honra ferida. Ao terminar de erguer a moto parecia que eu tinha corrido uns 10km rápidos. Fiquei completamente sem fôlego. Levei mais de 50km pra voltar a respirar direito. Até passei um tempo sem tirar fotos de tão puto da cara que fiquei. Mas aí quando passei os 4800m passei do ladinho de uma meia dúzia de picos nevados, com neve no nível da estrada e já me animei com as fotos de novo. Vi alguns bichos que eu nunca sei se são lhamas, alpacas ou vicuñas, não sei a diferençal, pra mim são tudo camelinhos.
Um capítulo a parte são os abastecimentos, só parei num posto até agora, os abastecimentos são feitos em casas na beira da estrada. Aqui eles vendem a gaolina por galões, não fiz a conta, mas tá em torno de 10 soles um galão, até nos postos é em galões. Gasolina aqui não é o prloblema, é a solução, e não tem jeito, de moto, com autonomia baixa tem que encarar.
É legal quando se chega no titicaca, o verde toma conta, roda-se uns 130km em meio a vilazinhas com aquelas tias vestidas com roupas típicas pastoreanso ovelhas. Muitas plantações de batatas, cereais diversos. É muito legal rodar aqui tendo saído de um deserto. E como estamos só a 3800 metros tá pra respirar numa boa...heheh
A maior altitude do dia foi 4806m. Rodei uma boa parte nos 4500, 4100. Vim preparado pra muito frio, mas como pelas fotos dá pra ver que o tempo estava ótimo, o maior frio que peguei foi 6 graus a 4800 metros, isso rodando, pq parado já subia pra 13; eu não esperava isso, estava preparado pra congelar, dei sorte.
Agora estou em Puno, na beira do Titicaca a 3800m. Tomei um chá de coca agora a tarde pra retomar o ânimo. Achei um hotelzinho legal e barato, 30 soles, dá uns 22 pila. bom, com internet e tudo mais e a 2 quadras da praça de armas. Puno, na chegda é bem feia, tem 50km de asfalto péssimo antes. O centrinho é muito legal, depois das 19h é muito movimentado, gente de todo o mundo. Cheguei as 3:15 e as 3:45 tinha a última saída pro passeio nas ilhas flutuantes de Uros, claro que fui. Na van tinha eu, mais um brasileiro, 1 inglesa, 1 alemã, um casal canadense, um casal australiano, 3 japonesas e 4 meninas de israel. E a cidade é assim cheia de turistas. As ilhas são um lugar único, mas virou um comercião, eles te recebem super bem, te convidam pra entrar em suas casas, dão totora pra vc comer. Acho que hoje vivem mais do turismo doque do extrativismo. Vale a pena conhecer se estiver aqui, só existe aqui. Pra ter idéia de como é comercial o negócio olhem essa menininha, ela aprendeu desde cedo a fazer pose, é engraçado demais, ela faz a pose e depois pede pra ver a foto.
Voltei pro hotel, arrumei umas coisas e saí pra comer. Hoje eu estava sem comer desde as 7 da manha, só tinha tomado duas inka cola na estrada. Parei num restaurantezinho que faz a tal da new andean food. É comida andina mas de fresco. Tenho que dizer que bateu o matambre da estrada pra Córdoba. Comi lombo de Alpaca ao molho de coca com quinua. Muitíssimo bem feito. tomei chá de coca, uma cusqueña e um sorvete, tudo por 30 soles, uns 11 dólares. Barato demais. Gastronomia de primeira por preço de quinta. Foi a melhor comida da viagem até agora. Eu fui cumprimentar o cozinheiro.
Saí do restaurante e fiquei andando no calçadão. Comprei uma toca andina, e entrei num bar, acabei ficando meia hora de papo com 2 alemãs que estão a um mês no peru. Saí e voltei pro hotel pra escrever isso. Tenho que dormir meio cedo pq amanha tenho uma estrada longa até Cusco. Me disseram que lá está chovendo só pelas manhas, como vou chegar a tarde está bom.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Dia 11 - De Iquique a Moquegua - Peru - aprox 500km
Pois é.
Hoje descobri que eu tava com o relógio fora da fuso...tava acordando antes da hora a uns 3 dias. aí tinha que ficar esperando pra sair o café...Perder sono quando se está cansado é burrice.
Saí de Iquique rumo a Arica umas 9 horas, não sem antes cruzar uma preferencial e quase ser acertado por um taxi. Sorte que o cara tava mais ligado que eu e segurou, se não esta hora eu estava no avião e a moto no caminhão de volta pra casa. Cagadinhas que o cara faz.
A subida de iquique pra Ruta 5 é algo impressionante. Vai-se costeando a montanha até chegar no topo para rodar na parte alta do deserto. Não acompanhei no GPS a elevação, mas é brutal, o ouvido vai estourando. E a vista então. Estes chilenos sabem como fazer estradas boas em lugares bontios e escolher ótimos traçados.


Depois que chega-se no topo a gente volta a rodar em pleno deserto e no meio de retões. Tem um trecho que há um desvio por rípio onde estão reformando a estrada. Nessa hora a falcon mostra o valor rodando a 100 por hora na brita solta e deixando os carros na poeira. Uma street na~po faria isso. Legar é ver a sombra da suspensão trabalhando....hehe
Vi esses montinhos de pedra a viagem toda no chile, não sei o que é. Deve ser falta do que fazer.

Depois de um tempo rodando na parte alta vêm 2 descidas de vales, seguidas por duas subidas, negócio lindo demais, não tirei fotos. Estava mais interessante descer s subir so que ficar parando pra foto.
Aos 120km antes de chegar a Arica inicia-se uma descida por uma falha geológica que é um senhor vale, a descida é longa e íngreme. Também não acompanhei por GPS, mas o ouvido vai estourando. Inúmeras curvas, áreas de escape e despenhadeiros que não se vê o fundo dada a curva do morro, algumas partes sem guard rail. Com o vento lateral que estava hoje eu fiquei com medo algumas horas....cagão. Chegando no fundo percorre-se o vale pela base por um tempo até que inicia-se a subida. Termina-se de subir faltando apenas 65km pra Arica, pra ter idéia do tamanho da "serrinha".

No fim da descida vi essas figuras


Quando terminei de subir....vruuuuuuuu, fiquei sem gasolina. Calma, calma. tinha um galão de reserva ainda, 3,5 litros dos quais uns 0,5 eu derramei fora. Se não pegou fogo hoje não pega mais. Até arica não tem mais surpresas além destas figuras
Na fronteira é um pega carimbo cá e lá que não tem fim. Tem que comprar formilários numa lanchonete....hehe Aí dá saída no passaporte, depois da saída na moto; aí vai pra parte peruana da fronteira. Dá entrada no passaporte, depois da entrada na moto. O papel da moto tem que ter no total 6 carimbos, ficam te mandando de um lado pro outro, mas todos foram bem solícitos. Não avacalharam. Também tinha pouca gente isso ajudou. Entre aduana chilena e peruana torrei uma hora.
Depois disso é mais meia hora até Tacna. O trânsito peruano já muda, comandado pelas buzinas. A cidade já se mostrou mais colorida que as chilenas.
Aqui encontrei 2 brasileiros em duas XTZ lander 250X. Tinham feito argentina, bolivia, peru e estavam a caminho do chile. Ficamos um tempo conversando, trocamos $$, eles precisariam de pesos para os foirmulários. Trocamos adesvios e dicas de roteiro. Foi legal encontrar os 2, me deu um ânimo num momento em que eu vinha meio down. Pena que não tiramos fotos. O blog deles é o www.kilao.blogspot.com.
Segui pra Moquegua. Aqui a cidade é ainda mais divertida. Fica num vale verde, no meio do deserto, um oasis. A cidade é pobre como as demais. Mas noto que é bem cuidada, e bem movimentada. Não vi sujeira no chão, diferentemente do chile. Gostei de Moquegua. Depois de um banho saí pra procurar um lugar pra comer, a pé e de chinelão de dedo. Tinha pego umas dicas na portaria, achei os lugaes, todos fechados. Do nada acho um restaurante aberto do qual gostei mais e entro. Comi, tomei uma cerveja, fiquei lá uma hora. Quando saí todos os outros estavam abertos. Deu vontade de jantar de novo. Mas caminhei mais um pouco e vim pro hotel pra por as coisas em dia. Só pra fechar, Moquegua está completando 487 anos.
Pra quem nunca viu um oásis, aí vai.
Plaza de armas. Esta fonte aí quem fez foi o Eiffel
Catedral
Outra praça, já tem mais praça que joinville
E meu brinde

Amanha é Puno.
abrços
Hoje descobri que eu tava com o relógio fora da fuso...tava acordando antes da hora a uns 3 dias. aí tinha que ficar esperando pra sair o café...Perder sono quando se está cansado é burrice.
Saí de Iquique rumo a Arica umas 9 horas, não sem antes cruzar uma preferencial e quase ser acertado por um taxi. Sorte que o cara tava mais ligado que eu e segurou, se não esta hora eu estava no avião e a moto no caminhão de volta pra casa. Cagadinhas que o cara faz.
A subida de iquique pra Ruta 5 é algo impressionante. Vai-se costeando a montanha até chegar no topo para rodar na parte alta do deserto. Não acompanhei no GPS a elevação, mas é brutal, o ouvido vai estourando. E a vista então. Estes chilenos sabem como fazer estradas boas em lugares bontios e escolher ótimos traçados.
Depois que chega-se no topo a gente volta a rodar em pleno deserto e no meio de retões. Tem um trecho que há um desvio por rípio onde estão reformando a estrada. Nessa hora a falcon mostra o valor rodando a 100 por hora na brita solta e deixando os carros na poeira. Uma street na~po faria isso. Legar é ver a sombra da suspensão trabalhando....hehe
Vi esses montinhos de pedra a viagem toda no chile, não sei o que é. Deve ser falta do que fazer.
Depois de um tempo rodando na parte alta vêm 2 descidas de vales, seguidas por duas subidas, negócio lindo demais, não tirei fotos. Estava mais interessante descer s subir so que ficar parando pra foto.
Aos 120km antes de chegar a Arica inicia-se uma descida por uma falha geológica que é um senhor vale, a descida é longa e íngreme. Também não acompanhei por GPS, mas o ouvido vai estourando. Inúmeras curvas, áreas de escape e despenhadeiros que não se vê o fundo dada a curva do morro, algumas partes sem guard rail. Com o vento lateral que estava hoje eu fiquei com medo algumas horas....cagão. Chegando no fundo percorre-se o vale pela base por um tempo até que inicia-se a subida. Termina-se de subir faltando apenas 65km pra Arica, pra ter idéia do tamanho da "serrinha".
Quando terminei de subir....vruuuuuuuu, fiquei sem gasolina. Calma, calma. tinha um galão de reserva ainda, 3,5 litros dos quais uns 0,5 eu derramei fora. Se não pegou fogo hoje não pega mais. Até arica não tem mais surpresas além destas figuras
Depois disso é mais meia hora até Tacna. O trânsito peruano já muda, comandado pelas buzinas. A cidade já se mostrou mais colorida que as chilenas.
Aqui encontrei 2 brasileiros em duas XTZ lander 250X. Tinham feito argentina, bolivia, peru e estavam a caminho do chile. Ficamos um tempo conversando, trocamos $$, eles precisariam de pesos para os foirmulários. Trocamos adesvios e dicas de roteiro. Foi legal encontrar os 2, me deu um ânimo num momento em que eu vinha meio down. Pena que não tiramos fotos. O blog deles é o www.kilao.blogspot.com.
Segui pra Moquegua. Aqui a cidade é ainda mais divertida. Fica num vale verde, no meio do deserto, um oasis. A cidade é pobre como as demais. Mas noto que é bem cuidada, e bem movimentada. Não vi sujeira no chão, diferentemente do chile. Gostei de Moquegua. Depois de um banho saí pra procurar um lugar pra comer, a pé e de chinelão de dedo. Tinha pego umas dicas na portaria, achei os lugaes, todos fechados. Do nada acho um restaurante aberto do qual gostei mais e entro. Comi, tomei uma cerveja, fiquei lá uma hora. Quando saí todos os outros estavam abertos. Deu vontade de jantar de novo. Mas caminhei mais um pouco e vim pro hotel pra por as coisas em dia. Só pra fechar, Moquegua está completando 487 anos.
Pra quem nunca viu um oásis, aí vai.
Catedral
Outra praça, já tem mais praça que joinville
E meu brinde
Amanha é Puno.
abrços
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